Certa vez quis saber como demonstrar com atos, palavras ou cena, a beleza singela.
Não soube, mesmo assim tirei dez, com a parca demonstração que fiz.
Aprofessora me amava, eu acho.
Mas agora lembrei disso, pois descobri como demonstrar tal fenômeno com fotografias.
De forma doce e romântica, pura e leve.
Fico pensando: O que é maior? Tua casa, tua família ou teu coração?
Como pode uma mulher assim, estar aí .
Nessa fronteira longíqua, a me esperar?
Tenho absoluta certeza que não mereço tal apreço!
Mas mesmo assim agradeço.
Te amo!
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Quando te flertei, não o fiz!
Ví algo que não sabia o quê.
Que não conhecia.
Bonitinha, pensei. Bonitinha...
Aí ví família, amigos de trabalho
Intimidade de uma cidade.
Pequena cidade, com grandiosidade.
Quando flertei com você, não o fiz!
Estavas já comigo e não o sabias
Tuas raízes delicadas e doces
já invadiam meu coração, serelepes
Gostosinha, pensei. Gostosinha...
Aí ví carinho, palavras, bem querer
Intimidade de quem me proteje
Proteção de amor, que dá felicidade
Agora não vejo saída
Te amo tanto, és minha vida.
Agora não vejo mais jeito
Cravaste as unhas no peito
Que o vento da vida venha como ondas
Em um mar de PAZ , como as de um domingo
E te darei meus olhos para tomares conta
Com olhar e tudo, lindo e sempre infindo.
Te amo!
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Eu andava por essa rua deserta, vazia de vida e de luz
Lembro que parei junto a árvore infrutífera e indaguei:
Que fazes aí, estagnada, enfraquecida, sem respirar?
E, ela me disse: Aguardo a vida.
O último sopro de vento brando, que está sendo enviado
nesse momento, para meu alento.
Tornei aperguntar: Como sabes que o vento puro foi enviado
para você e está por chegar?
E ainda, que lhe fará bem respirá-lo?
E a árvore respondeu: Você me disse tal coisa,
quando apeou e se apoiou em mim.
Você é o sinal. Ninguém para aqui já faz muito tempo
e ainda mais se apoiando em meu corpo.
Você me trouxe a vida, no ar que aspiras, és meu vento pálido e puro.
Agora reflorecerei forte e me eternizarei.
Ainda que morra, e morrerei um dia, me perpetuarei
com o amor de sobre vida que me transmites hoje.
A sobre vida é assim. Vem num olhar, num beijo, numa palavra,
num ato de amor e de doação. Na divisão do que temos de melhor e é nossa maior riqueza.Mas que, mesmo assim divimos com quem amamos. Mesmo quando é um amor cego, distante, tremulo, e ainda assim intenso, desesperador, com perfume e desejo.
Mesmo que não haja tempo, sei que esse amor é lindo e forte.
Sei que tenho o melhor que Deus pode me dar.
Sinto isso quando imagino seus cabelos em meu rosto.
Sua pele, seu olhar, sua voz, sua gente maravilhosa.
Tua rica simplicidade me cativa e o amor que tenho por tí cresce
como ondas do rumoroso mar, como vagas do oceano morno.
Que bom que existes. Não só pra mim, por mim.
Mas pela vida, pelo mundo que te cerca e te observa, e muito também
pelo mundo que não te alcança. Que não sabe que és esperança.
Mundo que não viu tuas tranças, teus sapatos altos,
tuas bonecas e que não crê que crês
no Papai Noel, nos prêmios da vida, no ar, no amor.
Quisera poder te abraçar agora.
Temo te apertar tanto...

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