Cuidar do amor é revolvê-lo com um ancinho mágico?
Revolteá-lo, aquece-lo, umidecer, re-umidecer e podá-lo com carinho?
E por falar em umidecer, porque não de novo, mais uma vez, lógico?
E depois, pela manhã, silenciosamente mantê-lo em descanso e sair de mansinho
Para ganhar a vida e garantir a volta, feliz, por ter tratado de sua flor
Ansioso pelo retôrno, para como um vulcão de PAZ, doar mais seu calor
E de novo tratar de seu amor...?
Cuidar de seu amor é mantê-lo feliz e risonho, em constante êxtase?
Ah! Como eu queria cuidar de um amor como esse...
Mas escolhê-lo é mais que sorte, é uma combinação complicada
Pode surgir à tí tão inteira e pronta, mas perceberes que não é essa tua amada
E o sofrimento que falas surge inevitável, como tropa em disparada
Descobres então, que teu coração bate do outro lado do teu mundo
Além do teu alcance, além de teus longos braços, no frio profundo
Além da fronteira, longe de seus shoppings, seus mares, seus filhos, sua vida
E ficas parado, ileso, frágil, impotente, mastigando um ruído surdo, mudo
Sem ao menos saber se serias aceito pela amada querida
Fazer o quê? Girar sobre os calcanhares voltar à cama e sonhar?
Marferart

Nenhum comentário:
Postar um comentário